Plano de saúde: escolha exige atenção na cobertura e impacto no bem-estar
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Leandro Lago, especialista em proteção de riscos financeiros e proprietário do Grupo Futuro, afirma que boa parte das frustrações dos usuários decorre de escolhas feitas com base apenas no preço. “O plano mais barato nem sempre é o mais acessível na prática. Limitações de rede, coparticipações elevadas e cláusulas pouco compreendidas acabam restringindo o uso justamente quando o cuidado é necessário”, diz.
Nos últimos anos, mudanças regulatórias e econômicas alteraram a dinâmica do setor. Operadoras ampliaram modelos com coparticipação e franquias para conter despesas, enquanto reduziram redes credenciadas em determinadas regiões, além da restrição e redução dos reembolsos. Relatórios recentes da ANS mostram que a sinistralidade permanece elevada, pressionando reajustes e incentivando contratos mais rígidos. Para o consumidor, isso significa a necessidade de avaliar não apenas hospitais e laboratórios disponíveis, mas também prazos de carência, regras de reembolso e exclusões previstas em contrato.
O impacto dessa escolha é direto na qualidade de vida das famílias. Pesquisa do IBGE aponta que gastos com saúde representam uma das principais despesas fixas dos domicílios brasileiros, especialmente entre famílias com idosos ou crianças. Quando o plano não atende às necessidades reais, o custo se duplica: paga-se a mensalidade e, ao mesmo tempo, recorre-se ao atendimento particular. “Plano de saúde mal escolhido gera insegurança e pressão financeira contínua”, afirma Lago.
A recomendação é comparar contratos, analisar o histórico da operadora e entender o perfil de uso da família ou da empresa antes da contratação. “Preço deve ser consequência de uma escolha bem informada, não o ponto de partida”, resume Lago.
Com um sistema público sobrecarregado e a saúde suplementar cada vez mais seletiva, o plano de saúde segue como um dos principais instrumentos de acesso ao cuidado no país. A tendência, segundo analistas do setor, é de maior exigência do consumidor e de um mercado mais orientado por informação e transparência. Nesse contexto, entender o contrato e suas implicações tornou-se parte essencial do planejamento financeiro e do cuidado com a saúde.
Publicado originalmente em https://monitormercantil.com.br/plano-de-saude-escolha-exige-atencao-na-cobertura-e-impacto-no-bem-estar/

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