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Mostrando postagens de março, 2026

O sistema financeiro está preparado para os investidores 70+?

  Por que o Brasil e o mercado financeiro precisam se preparar para o aumento da população idosa em meio às transformações digitais Caros leitores de VEJA e VEJA NEGÓCIOS, J.R.R. Tolkien escreveu que “um mago nunca se atrasa, nem se adianta; ele chega exatamente quando pretende”. Gandalf era velho, muito velho. E, ainda assim, símbolo de lucidez, prudência e autoridade moral. Na literatura, a velhice costuma ser associada à sabedoria. Na vida real, ela é mais complexa, mais exigente e mais desafiadora. Envelhecer não é perder valor, mas pode significar enfrentar limites invisíveis, especialmente em um mundo que se tornou digital, acelerado e tecnicamente sofisticado. É sobre isso que precisamos falar com clareza, com responsabilidade e sem ilusões. Agora, imagine-se com mais de 80 anos, quando terá um patrimônio construído ao longo de décadas. Você atravessou hiperinflação, crises cambiais, mudanças de moeda, impeachment, pandemia. Você trabalhou, poupou, investiu. Aprendeu com err...

Com oferta de novos produtos, B3 registra aumento de 24% em investidores em ETFs em 2025

  A bolsa fechou o ano com 5,5 milhões de CPFs registrados em renda variável. Foto: Pexels Fundos de índice (ETFs) foram o produto de renda variável com maior alta entre as pessoas físicas;  Renda fixa cresce 15% e dívida corporativa e captação bancária ganham espaço; Tesouro Direto fecha 2025 com 3,4 milhões de investidores e avanço expressivo nas regiões Norte e Nordeste.    São Paulo, 23 de março de 2026 –  A contínua diversificação e sofisticação de produtos, a maior oferta de informação e a facilitação do acesso ao investimento por meio da tecnologia marcaram a jornada dos investidores no mercado de capitais no último ano. É o que mostram os dados da mais recente análise da evolução das pessoas físicas na B3, referente a dezembro de 2025. A bolsa fechou o ano com 5,5 milhões de CPFs registrados em renda variável, representando um crescimento de 4% em relação a 2024. O valor em custódia desses investidores chegou a R$ 636,2 bilhões, um aumento de 20% em rela...

Em ano eleitoral, é importante planejar investimentos com calma

  Expectativa pelo resultado do pleito não deve orientar escolhas de ativos, dizem especialistas. Melhor estratégia será apostar em um portfólio diversificado e ficar de olho em oportunidades em setores resilientes, como energia e alimentos capa eleicao - (crédito: kleber Sales/CB) Uma caneta e um papel na mão e várias contas a fazer. No começo do ano, é normal traçar um caminho para atingir os objetivos durante esse percurso, e no mundo dos investimentos isso é ainda mais real. O óbvio, no entanto, não existe no dicionário do mercado financeiro, ainda mais em um ano como este, onde guerras abalam o cenário internacional e uma eleição promete dividir novamente o país em dois projetos econômicos opostos. Apesar de serem um bom parâmetro para medir a popularidade de cada pré-candidato, as sondagens nunca são uma fotografia exata das eleições, até mesmo na véspera dos dias de votação. Além disso, no caso do pleito deste ano, os levantamentos mais recentes mostram um cenário indefinido...

Sem planilhas complicadas: 5 passos para organizar suas finanças

 5 passos práticos para organizar suas finanças Foto: Freepik Para quem busca mais estabilidade, segurança e crescimento financeiro em meio às incertezas econômicas, mudanças estratégicas podem gerar impacto real no longo prazo e organizar suas  finanças . O educador financeiro Jaspreet Singh, em uma publicação, realizada pela  Nasdaq , mostra como 5 ajustes simples, feitos hoje, podem transformar o futuro financeiro. Uma pesquisa aponta que 37% dos adultos acreditam que estarão em melhor situação dentro de um ano, segundo o  Pew Research Center . Confira a seguir 5 passos práticos para organizar suas finanças: 1. Atenção às taxas da aposentadoria Um dos pontos centrais levantados por Singh é a revisão das taxas cobradas em contas de aposentadoria. Segundo ele, muitos investidores pagam valores elevados sem perceber o impacto no longo prazo. Fundos diferentes podem ter desempenhos semelhantes, mas cobrar percentuais bastante distintos de administração. No Brasil, a l...

Inflação medida pelo IPCA impacta o valor real das aposentadorias pagas pelo INSS

  O  INSS  utiliza indicadores econômicos para manter o equilíbrio da previdência e preservar o poder de compra dos segurados. Entre esses indicadores, o IPCA exerce papel central na correção de valores e no reajuste de renda previdenciária. Entender  como a inflação afeta cada  benefício  ajuda aposentados e contribuintes a compreender melhor o sistema de previdência, o cálculo dos pagamentos e a política econômica que impacta a renda mensal. Por que o IPCA influencia os reajustes do INSS? O  INSS  considera o IPCA como referência de inflação para ajustar valores de aposentadorias e pensões acima do salário mínimo. Esse índice mede a variação de preços de produtos e serviços, servindo como base para preservar o poder de compra do segurado. Quando a inflação aumenta, o sistema previdenciário precisa aplicar correção monetária nos pagamentos para evitar perda real de renda. Assim, cada  benefício  recebe reajuste anual alinhado à política...

Por que o Brasil discute uma nova reforma da Previdência em 2026?

  Grupo de especialistas que ajudou a desenhar reforma da Previdência de 2019 avança com texto para atualizar regras de aposentadoria (Foto: Ilustração Gazeta do Povo - com DALL-e ) Com os gastos da Previdência Social superando R$ 1 trilhão em 2025, especialistas e técnicos desenham uma nova reforma para garantir as contas públicas. A pressão vem do envelhecimento acelerado da população e do déficit recorde, exigindo mudanças estruturais para o próximo governo federal. O que motivou a urgência de uma nova reforma previdenciária? O principal motivo foi uma marca histórica negativa: em 2025, o gasto com aposentadorias ultrapassou R$ 1 trilhão, consumindo cerca de 12% de toda a riqueza produzida pelo país (PIB). Como as contribuições dos trabalhadores não cobrem todos os pagamentos, o governo precisa contrair dívidas para pagar os benefícios, o que gera juros altos e tira dinheiro de investimentos em áreas como saúde e infraestrutura. Como a mudança na população afeta o pagamento das ...

Perder o emprego perto da aposentadoria pode reduzir renda futura

Regra que considera 100% das contribuições no cálculo exige atenção de trabalhadores que perdem emprego ou reduzem renda nos últimos anos da carreira Perder o emprego quando já se está perto da  aposentadoria  pode ter impacto direto no valor do benefício do  Instituto Nacional do Seguro Social  ( INSS ). Isso porque, após a Reforma da Previdência de 2019, o cálculo passou a considerar todas as contribuições feitas ao longo da vida laboral, o que faz com que mudanças na renda nos últimos anos da carreira influenciem a média usada para definir a aposentadoria. Antes da reforma, era possível descartar 20% das menores contribuições do histórico. Agora, segundo a advogada previdenciarista Verônica Pacheco, o cálculo mudou. “Hoje a média considera 100% de todas as contribuições feitas desde julho de 1994”, explica. Na prática, contribuições menores feitas no fim da carreira podem puxar a média salarial para baixo e reduzir o valor da aposentadoria. Salários menores podem ...

Como funciona a regra 70/30? Conheça o hábito financeiro que pode acelerar o caminho para o primeiro milhão

  Foto: Pixabay FIDCs oferecem retorno previsível em meio a risco de crédito A popularização de promessas de ganhos rápidos com criptomoedas e operações de curtíssimo prazo, um movimento mais discreto, chama a atenção nos Estados Unidos, a  regra 70/30 . Dados recentes divulgados pela Fidelity Investments mostram que cerca de  654 mil americanos acumularam pelo menos US$ 1 milhão exclusivamente em contas de aposentadoria . O fenômeno foi analisado pelo consultor  financeiro  David Bach, autor do livro O Milionário Automático, durante participação no podcast The Diary of a CEO. Segundo ele, o crescimento desse grupo ocorreu ao longo de décadas, por meio de uma estratégia simples, automatizada e baseada na chamada regra 70/30. Como funciona a regra 70/30? A lógica é direta : aproximadamente 70% da carteira é direcionada para ações , com foco em crescimento de longo prazo,  enquanto 30% permanecem em títulos de renda fixa , que oferecem maior estabilidade...

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres? Placa em protesto com os dizeres "Salve a classe média" em inglês. - Imagem: jentakespictures/iStock Todo brasileiro conhece o mantra: “ classe média  sofre”. É quase um patrimônio imaterial, e se você alguma vez já reclamou do preço do leite ou do trânsito nas grandes cidades sabe do que estou falando. Mas nos últimos anos o clássico bordão ganhou uma camada inesperada: a classe média não apenas sofre. Ela anda meio desconfiada de que está se transformando em outra coisa sem ter sido consultada. Não é uma metamorfose completa no estilo Kafka — ninguém acordou como um inseto gigante, ainda que às vezes seja difícil levantar da cama. Estamos falando mais de uma sensação de aperto, mais precisamente no bolso: “Ué… isso aqui era maior, não?” Daí surge a pergunta que vem rondando corredores, planilhas e con...