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Com oferta de novos produtos, B3 registra aumento de 24% em investidores em ETFs em 2025

 



  • Fundos de índice (ETFs) foram o produto de renda variável com maior alta entre as pessoas físicas; 
  • Renda fixa cresce 15% e dívida corporativa e captação bancária ganham espaço;
  • Tesouro Direto fecha 2025 com 3,4 milhões de investidores e avanço expressivo nas regiões Norte e Nordeste. 
     

São Paulo, 23 de março de 2026 – A contínua diversificação e sofisticação de produtos, a maior oferta de informação e a facilitação do acesso ao investimento por meio da tecnologia marcaram a jornada dos investidores no mercado de capitais no último ano. É o que mostram os dados da mais recente análise da evolução das pessoas físicas na B3, referente a dezembro de 2025.

A bolsa fechou o ano com 5,5 milhões de CPFs registrados em renda variável, representando um crescimento de 4% em relação a 2024. O valor em custódia desses investidores chegou a R$ 636,2 bilhões, um aumento de 20% em relação aos R$ 528,3 bilhões do ano anterior.

Dentro do leque da renda variável, os produtos que mais se desenvolveram foram os ETFs, fundos de índices negociados na bolsa. A B3 registrou aumentos expressivos: de 24% no número de investidores e de 49% em posição nesse ativo. Em dezembro de 2025, foram 721,7 mil investidores e R$ 26,9 bilhões em custódia, contra 581,6 mil investidores e R$ 18,1 bilhões em custódia em 2024.

“A B3 e os agentes de mercado têm lançado mão de importantes iniciativas para democratizar e ampliar o acesso a diferentes alternativas de investimento. Seguimos essa mesma trilha para os ETFs, buscando acelerar o movimento ocorrido há anos nos mercados desenvolvidos. Isso, sem dúvida, impulsionou o resultado positivo”, afirma Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3. Atualmente, são cerca de 180 ETFs negociados na bolsa, incluindo ETFs de renda fixa e de criptomoedas, além de índices de ações nacionais, internacionais e com temáticas ESG. Somente em 2025, 62 novos ETFs foram listados.

O mercado acionário também vive um ciclo positivo. No último ano, o Ibovespa B3, principal índice da bolsa do Brasil, registrou 32 recordes e ultrapassou pela primeira vez a marca de 160 mil pontos. Em 2025, 4 milhões de pessoas investiram em ações no mercado à vista, e o valor custodiado nesses ativos foi de R$ 402,7 bilhões, 16% a mais do que em 2024.

Outra indústria que se desenvolveu na renda variável foi a de fundos listados. O número de pessoas que investem em FIIs (fundos de investimento imobiliário) bateu os 3 milhões em 2025, crescendo 6,4% em relação ao ano anterior. A posição total, que era de R$ 124 bilhões, saltou 14%, chegando a R$ 141,4 bilhões. Os Fiagros (fundos de investimento agroindustrial) cresceram 2% em investidores e 9% em posição total, fechando 2025 com 560,5 mil CPFs e R$ 10,5 bilhões.

Renda fixa mantém o vetor de crescimento e ciclo de alta

A renda fixa também viveu um 2025 positivo no mercado de capitais. Essa classe de ativos registrou 105,1 milhões de brasileiros (entre investidores e poupadores em produtos digitais), um crescimento de 15% em relação aos 90,9 milhões de 2024. O valor em custódia também aumentou: foi de R$ 2,4 trilhões em 2024 para R$ 3,03 trilhões em 2025.

Entre os produtos de renda fixa, os CDBs e RDBs tiveram avanço de 16% em CPFs registrados, chegando a 104,1 milhões. O valor em custódia foi de R$ 1,5 trilhão, 29% a mais do que no ano anterior. Já os produtos de captação bancária (LCIs, LCAs e LCs) cresceram 11% em investidores, batendo 4 milhões de CPFs, e 22% em valor custodiado, alcançando R$ 1 trilhão.

Os ativos de dívida corporativa (CRIs, CRAs, notas comerciais, debêntures e Letras Hipotecárias), por sua vez, cresceram 13% em número de investidores e 25% em valor custodiado, com 930,4 mil CPFs e R$ 446 bilhões de posição total. “O alto grau de aprofundamento em diferentes produtos mostra que estamos vivendo um importante ponto de inflexão no mercado brasileiro, com mais pessoas buscando diversificar sua carteira, tanto em renda fixa quanto nos investimentos em bolsa”, conclui Felipe Paiva. 

Tesouro Direto amplia presença fora do eixo Rio-São Paulo

O Tesouro Direto fechou o ano de 2025 com 3,4 milhões de investidores, um aumento de 13% em relação a 2024 e de 88% no comparativo com 2021, quando os títulos somavam 1,8 milhão de CPFs. A posição total a mercado ficou em R$ 202,4 bilhões e o saldo mediano foi de R$ 2,17 mil.

O número de investidores com títulos do Tesouro Direto cresceu 125% nas regiões Norte e Nordeste nos últimos quatro anos. Em 2021, o Nordeste possuía 214,4 mil CPFs com posição em Tesouro Direto. Em 2025, foram 482,3 mil pessoas. No Norte, a base de investidores passou de 58,7 mil em 2021 para 131,9 mil em 2025. 

Em relação à distribuição geográfica, as regiões do Norte e Nordeste representam, respectivamente, 3,9% e 14,2% do total de pessoas que investem em Tesouro Direto no Brasil. Seis em cada dez investidores destes títulos são de estados da região Sudeste (58,9%), 15,3% estão na região Sul e 7,7% são do Centro-Oeste.

Publicado originalmente em https://www.b3.com.br/pt_br/noticias/com-oferta-de-novos-produtos-b3-registra-aumento-de-24-em-investidores-em-etfs-em-2025.htm

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