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Não é só CDB: veja lista de todos os investimentos protegidos pelo FGC

 

FGC

As liquidações extrajudiciais de diferentes empresas financeiras em decorrência de investigações da Polícia Federal levaram milhares de investidores a buscarem nas últimas semanas a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que funciona como uma espécie de seguro para investimentos de renda fixa.

Apesar de grande parte das aplicações reembolsadas serem CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), o FGC protege também LCIs (Letras de Créditos Imobiliários), LCAs (Letras de Créditos do Agronegócio), Letras de Câmbio e RDBs (Recibo de Depósito Bancário). Também ficam assegurados os valores em conta salário, corrente e poupança.

No entanto, o fundo não protege todos os investimentos de renda fixa. Ficam de fora CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), debêntures e fundos de investimentos.

Também não há cobertura para os títulos públicos do Tesouro Direto, que no entanto contam com a vantagem de serem considerados os investimentos mais seguros do mercado, salvaguardados pelo Tesouro Nacional.

Por fim, ficam de fora do FGC as aplicações de renda variável, como ações, fundos imobiliários, ETFs, criptomoedas e fundos multimercados.

Investir em aplicações cobertas pelo FGC é sempre seguro?

O FGC reembolsa valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ investidor referente a cada instituição liquidada. Há ainda um limite global de R$ 1 milhão em reembolsos a cada quatro anos.

Mesmo com os reembolsos, recorrer ao FGC demandará tempo. É necessário cadastro no aplicativo do fundo e esperar o prazo para disponibilização dos recursos. Acarretará na perda de rendimentos por um tempo de um dinheiro que poderia estar melhor investido. Assim, o mais aconselhável sempre é optar por aplicações seguras.

“Além de observar o limite do FGC, é fundamental avaliar a solidez da instituição emissora e diversificar entre bancos”, aconselha o empresário Gustavo Assis, CEO da Asset Bank.

A solidez da instituição financeira pode ser avaliada a partir de balanços financeiros e de comentários feitos por analistas de investimentos independentes. Todo investimento leva ainda uma descrição que deve ser avaliada. “Estruturas excessivamente complexas, com informações difíceis de compreender, costumam transferir riscos relevantes ao investidor”, diz Assis.

Já a diversificação entre diferentes bancos irá ajudar a reduzir transtornos caso um deles venha a enfrentar uma liquidação. “Um erro recorrente em momentos de estresse no mercado é apostar de forma desproporcional em um único produto, emissor ou estratégia. Investidores profissionais, por outro lado, constroem carteiras com diversificação de riscos, prazos e fontes de retorno”, segue o executivo.

Por fim, Assis aconselha a tomar cuidado também com a liquidez dos ativos, ou seja, o prazo para que o investimento seja resgatado. “Quando a liquidez não é compatível com a realidade financeira do investidor, o risco não está apenas no ativo, mas na necessidade de sair antes do previsto, muitas vezes em condições desfavoráveis”, explica.

Como funciona o FGC

“O FGC é sustentado pelas próprias instituições financeiras associadas, que recolhem contribuições periódicas com base no volume de depósitos captados. Não há recursos do governo federal”, esclarece Gustavo Assis. “Trata-se de um mecanismo privado de proteção, criado para reforçar a estabilidade do sistema financeiro e preservar a confiança dos depositantes.”

Por funcionar como um seguro, o fundo é acionado apenas quando os pagamentos não ocorrem devido a uma impossibilidade da instituição financeira, como por falência ou liquidação extrajudicial.

Publicado originalmente em https://istoedinheiro.com.br/investimentos-protegidos-pelo-fgc

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