Pular para o conteúdo principal

Saiba como passa a funcionar a portabilidade entre planos de previdência

 

Saiba como passa a funcionar a portabilidade entre planos de previdência

A partir de agora, as informações referentes aos prazos de acumulação no plano de previdência privada (aberta ou fechada) originário devem ser enviadas da entidade de origem para a de destino em todos os casos de portabilidade. É o que definem as regras fixadas por nova instrução normativa assinada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), em conjunto com a Secretaria Especial da Receita Federal (RFB) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), e publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (18).

A definição das novas regras para os procedimentos de portabilidade era esperada pelo mercado, já que regulamenta a mudança legislativa concretizada pela Lei nº 14.803, de 2024, que alterou o momento da opção pelo regime de tributação (regressivo ou progressivo). Se antes a opção era feita logo após a inscrição no plano, agora o participante pode escolher a tributação quando requerer o benefício ou o resgate dos saldos acumulados. Dessa forma, considerando que a relação previdenciária é de longo prazo, o momento da opção pelo regime de tributação se dará, em regra, muitos anos depois do início do contrato. 

Antes, as informações referentes aos prazos de acumulação no plano previdenciário originário eram enviadas da entidade de origem para a de destino somente nos casos em que o participante havia optado pelo regime regressivo, pela questão tributária envolvida. Já que agora a opção pelo regime de tributação só é feita no requerimento do benefício ou do resgate, tornou-se necessário que as informações sejam prestadas em todos os casos de portabilidade, justifica a Susep.

Segundo Alessandro Octaviani, superintendente da Susep, “a instrução normativa é o resultado conjunto dos trabalhos realizados pela Susep, Previc e Receita Federal, no sentido de deixar claro, para entidades de previdência e participantes, os procedimentos a serem seguidos nos casos de portabilidade dos planos de previdência complementar.” 


Fonte: https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/saiba-como-passa-a-funcionar-a-portabilidade-entre-planos-de-previdencia/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Veja 5 tendências da previdência privada que devem ganhar força em 2026

Veja 5 tendências da previdência privada que devem ganhar força em 2026 O mercado de previdência privada aberta desacelerou em 2025, impactado principalmente pela cobrança de 5% de IOF em aportes acima de R$ 300 mil por seguradora nos planos do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) a partir da metade do ano. Segundo a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que representa as empresas que operam no ramo, como resultado, de janeiro a novembro de 2025 o setor arrecadou 142 bilhões – queda de 19,6% em relação a 2024, ou seja, R$ 36,5 bilhões a menos. Enquanto os aportes diminuíram, os resgates (dinheiro sacado pelos participantes) subiram 13,9%, para R$ 140 bilhões. Por outro lado, regras mais rígidas, expectativa de benefícios menores e um ambiente econômico que exige mais organização torna mais difícil para quem deseja uma aposentadoria confortável contar apenas com o INSS. Nesse cenário, a previdência privada ainda segue como uma das alternativas mais seg...

Planejamento financeiro ajuda a evitar dívidas no início do ano

Banco de imagem Para evitar gastos descontrolados, organizar as despesas pode ser a melhor alternativa Despesas acumuladas de dezembro, impostos como Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), material escolar e contas de energia mais altas costumam apertar o orçamento das famílias no início do ano. Para enfrentar esse cenário e evitar o endividamento, os especialistas em educação financeira da Viacredi orientam que o planejamento é o principal aliado. A primeira orientação é simples e pode salvar o orçamento: anotar todas as despesas. De acordo com César Rozanski, coordenador de Crédito da Viacredi, esse é um dos primeiros exercícios da educação financeira: criar consciência sobre os próprios gastos. Por isso, o mapeamento detalhado dos gastos ajuda a visualizar compromissos financeiros, entender para onde o dinheiro está indo e definir prioridades de pagamento. “Com as contas devidamente anotadas, é po...

Não é só CDB: veja lista de todos os investimentos protegidos pelo FGC

  As liquidações extrajudiciais de diferentes empresas financeiras em decorrência de investigações da Polícia Federal levaram milhares de investidores  a buscarem nas últimas semanas a segurança do Fundo Garantidor de Crédito  (FGC), que funciona como uma espécie de seguro para investimentos de renda fixa. Apesar de grande parte das aplicações reembolsadas serem CDBs (Certificados de Depósitos Bancários),  o FGC protege  também LCIs (Letras de Créditos Imobiliários), LCAs (Letras de Créditos do Agronegócio), Letras de Câmbio e RDBs (Recibo de Depósito Bancário). Também ficam assegurados os valores em conta salário, corrente e poupança. No entanto, o fundo não protege todos os investimentos de renda fixa.  Ficam de fora  CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), debêntures e fundos de investimentos. Também  não há cobertura  para os títulos públicos do Tesouro Direto, que no entanto conta...