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Lucro dos planos de saúde mais do que dobra no 1º semestre
Lucro dos planos de saúde mais do que dobra no 1º semestre
Segmento registrou saldo positivo de mais de R$ 6 bilhões
Planos de saúde ocupam parcela importante do atendimento médico no Brasil | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta terça-feira, 2, os resultados econômico-financeiros do setor de planos de saúde referentes ao primeiro semestre de 2025. O lucro líquido totalizou cerca de R$ 13 bilhões, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
Esse valor corresponde a aproximadamente 7% da receita total do setor no período, que alcançou R$ 190 bilhões. Segundo a ANS, “para cada R$ 100 de receitas, o setor auferiu cerca de R$ 6,80 de lucro ou sobra”. Trata-se do maior resultado já registrado desde 2018, acima inclusive do observado durante a pandemia de Covid-19.
Segmentos e portes na saúde
Do lucro total, cerca de R$ 12 bilhões vieram das operadoras médico-hospitalares, que concentram a maior parte do setor. Dentro desse grupo, apenas as empresas de grande porte responderam por quase R$ 10 bilhões. Já as de médio porte tiveram o maior crescimento proporcional: mais de 600% em relação a 2024, um total de R$ 2 bilhões.
No entanto, o segmento de autogestões — planos mantidos por empresas ou entidades para seus próprios funcionários — apresentou prejuízo operacional de R$ 1,2 bilhão, alta de 10% diante do ano passado.
Operacional e financeiro
O desempenho foi impulsionado tanto pelo resultado operacional como pelo resultado financeiro. O resultado operacional, que mede a diferença entre o que as operadoras arrecadam com mensalidades e o que gastam em despesas assistenciais, administrativas e comerciais, somou cerca de R$ 6 bilhões, um aumento de mais de 150% em relação a 2024.
Já o resultado financeiro, que corresponde aos ganhos obtidos com aplicações financeiras, ficou em torno de R$ 7 bilhões, crescimento de mais de 50%. As operadoras aplicam parte de seus recursos em investimentos, como títulos públicos e fundos, como forma de diversificar suas receitas. Segundo a ANS, esses ativos chegaram a R$ 130 bilhões em junho de 2025.
Logo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) | Foto: Divulgação
Sinistralidade em queda
A taxa de sinistralidade, indicador que mostra quanto da receita é gasto com despesas assistenciais, foi de mais de 80% no primeiro semestre, queda de quase 3 pontos porcentuais em comparação ao mesmo período do ano passado. É o menor índice para um primeiro semestre desde 2018, com exceção de 2020.
De acordo com a ANS, a redução se deve ao fato de os reajustes das mensalidades terem superado a variação das despesas assistenciais. Na prática, os planos aumentaram os preços em ritmo maior do que os custos de atendimento. Para os consumidores, a percepção é de mensalidades cada vez mais altas e, em muitos casos, com redes de atendimento reduzidas e maior dificuldade no acesso a procedimentos complexos.
Panorama do setor de saúde
No total, mais de 600 operadoras, cerca de 78% do mercado, terminaram o semestre no azul. Para Jorge Aquino, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, “os números do primeiro semestre de 2025 mostram um resultado histórico para a saúde suplementar: aumento do resultado operacional, redução da sinistralidade e manutenção de receitas financeiras robustas”, afirmou.
Na prática, porém, o resultado reflete reajustes acima da variação das despesas assistenciais. Enquanto as operadoras aumentaram os preços das mensalidades, os custos de atendimento cresceram em ritmo menor, movimento que ajuda a explicar o lucro recorde obtido no período.
Publicado originalmente em https://revistaoeste.com/economia/lucro-dos-planos-de-saude-mais-do-que-dobra-no-1o-semestre/#goog_rewarded
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