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B3 lança 12 novos índices em 2025 e registra recorde histórico

 

B3 lança 12 novos índices em 2025 e registra recorde histórico

Movimento diversificou opções de índices para investidores e gestores em renda fixa, variável e commodities

A B3 encerrou o ano de 2025 estabelecendo um novo recorde histórico na expansão de seu portfólio de índices. Ao todo, foram lançados doze novos indicadores ao longo do ano, um movimento estratégico que diversificou as opções para investidores e gestores.

Os lançamentos contemplaram renda fixacommodities e renda variável. O ano foi marcado não apenas pelo volume inédito de lançamentos, mas também pela entrada em novas classes de ativos, atendendo à demanda de investidores e gestores por referências transparentes em setores como crédito privado e título público.

“A criação de novos índices está alinhada à estratégia da B3 de expandir oportunidades para investidores e fomentar a diversificação no mercado. Atuamos para que esta ampliação siga consistente, entregando produtos que, além de termômetros de mercado, são ferramentas essenciais para a criação de ETFs e contratos futuros, classes que ainda possuem grande potencial de crescimento”, afirma Henio Scheidt, gerente de Produtos na B3.

Renda fixa: família de índices chegou a 10 produtos

O grande impulsionador deste crescimento foi a consolidação da família de índices de renda fixa. Em fevereiro de 2025, a B3 lançou o primeiro índice de debêntures, inaugurando as famílias de indicadores de crédito privado. Em maio, foram introduzidos os indicadores de spread atrelados a esses índices, permitindo o monitoramento exclusivo dos prêmios de risco através das siglas IDES (ULTRA DI)IDIS (ULTRA IPCA), IDCS (AAA DI) e IDPS (AAA IPCA). Em junho, a prateleira foi ampliada com o lançamento de dois índices amplos de debêntures da família AAA.

Entre os destaques dessa vertical estão o ÍNDICE DE DEBÊNTURES ULTRA QUALIDADE DI B3 (IDEU), o ÍNDICE DE DEBÊNTURES INCENTIVADAS AAA IPCA B3 (IDEI) e o ÍNDICE DE DEBÊNTURES ULTRA QUALIDADE IPCA B3 (IDIC). Outro marco relevante ocorreu em outubro com o lançamento do ÍNDICE TESOURO SELIC B3 (TSLC), que trouxe um novo referencial para os títulos públicos pós-fixados, reforçando o portfólio de indicadores de renda fixa que agora soma dez produtos.

Renda variável e commodities

A renda variável evoluiu com a introdução de estratégias que oferecem exposição qualificada ao mercado acionário. Em 2025, a B3 lançou o IBOVESPA B3 BR+ CAP 5% (IBBC), que limita o peso por empresa para garantir diversificação, e o IBOVESPA B3 BR+ EQUAL WEIGHT (IBBE), que atribui o mesmo peso a todos os ativos da carteira. O ecossistema foi ainda fortalecido em junho com o lançamento de derivativos e opções que ampliam as ferramentas de proteção.

No segmento de commodities, o destaque foi o lançamento do ÍNDICE FUTURO DE OURO B3 (IFGOLD B3) em outubro. Esse é o primeiro indicador da bolsa desenhado para acompanhar a variação dos contratos futuros de ouro, oferecendo uma métrica transparente para investidores que buscam exposição ao metal precioso como estratégia de proteção de patrimônio sem a necessidade de custódia física. Todo esse desenvolvimento foi suportado pela plataforma Índices On Demand, que utiliza big data para entregar soluções customizadas.

Confira quais foram os índices lançados em 2025 e ETFs indexados:

  • Ibovespa B3 BR+ cap 5% (IBBC): Lançado em maio, é uma estratégia que limita o peso de cada empresa a 5% da carteira, garantindo maior diversificação e reduzindo a concentração em poucos ativos. Sigla: IBBC. ETF vinculado: CAPE11.
     
  • Ibovespa B3 BR+ equal weight (IBBE): Lançado em maio, é uma estratégia que atribui o mesmo peso a todos os ativos da carteira, capturando o desempenho de forma igualitária entre as companhias. Sigla: IBBE. ETF vinculado: EWBZ11.
     
  • Índice de debêntures ultra qualidade DI B3 (IDEU): Lançado em fevereiro, reflete o desempenho de um portfólio teórico de debêntures aceitas como garantia pela Câmara B3 e remuneradas pela taxa DI mais um spread. Serve como referencial de segurança e liquidez. Sigla: IDEU. ETF vinculado: MARG11.
     
  • Índice de debêntures ultra qualidade IPCA B3 (IDIC): Lançado em março, reflete o desempenho de debêntures incentivadas, isentas de IR, aceitas como garantia na Câmara B3 e remuneradas pelo IPCA mais um spread. Oferece retorno real e robustez. Sigla: IDIC.
     
  • Índice de debêntures AAA DI B3 (IDEB): Lançado em junho, reflete o desempenho de um portfólio de debêntures com a classificação de risco máxima (AAA) remuneradas pela taxa DI mais um spread. É um referencial de qualidade para títulos corporativos de baixo risco. Sigla: IDEB.
     
  • Índice de debêntures incentivadas AAA IPCA B3 (IDEI): Focado no financiamento de infraestrutura, mede o desempenho de debêntures incentivadas com classificação AAA e remuneração atrelada ao IPCA, combinando proteção inflacionária e segurança. Sigla: IDEI.
     
  • Indicadores de taxa (IDES, IDIS, IDCS e IDPS): Englobam as versões taxa de todos os índices de debêntures Ultra Qualidade e AAA, permitindo o monitoramento exclusivo dos spreads de crédito. Siglas: IDES (Ultra DI), IDIS (Ultra IPCA), IDCS (AAA DI) e IDPS (AAA IPCA).

    Índice tesouro selic B3 (TSLC): Lançado em outubro, é um benchmark dedicado a acompanhar o desempenho dos títulos públicos federais pós-fixados, oferecendo transparência para a classe de ativos de menor risco do mercado. Sigla: TSLC.
     
  • Índice futuro de ouro B3 (IFGOLD B3): Lançado em outubro, é o primeiro índice da bolsa desenhado para acompanhar a variação dos contratos futuros de ouro negociados na B3, funcionando como estratégia de proteção ou diversificação. Sigla: IFGD. ETFs vinculados: GOLB11, GLDI11 e GOLD11.

Publicado originalmente em https://borainvestir.b3.com.br/tipos-de-investimentos/renda-variavel/indices/b3-lanca-12-novos-indices-em-2025-e-registra-recorde-historico/

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