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IA deixa de impulsionar ações e começa a derrubar empresas? Veja o que analistas apontam

 

Mão robótica

Foto: Freepik


IA deixa de impulsionar ações e começa a derrubar empresas? Veja o que analistas apontam

O crescimento do mercado de inteligência artificial segue em expansão ao redor do mundo. Nos dias atuais, praticamente todas as ferramentas e aplicativos presentes na internet oferecem o uso de chatbots ou auxílio com IA. Apesar de serem criados como uma alternativa de auxílio e informação, o uso incorreto da inteligência artificial pode causar danos às ações da empresa e aos consumidores.

Depois de alguns anos impulsionando praticamente todo o mercado acionário nos Estados Unidos, o entusiasmo com a inteligência artificial começa a mostrar sinais negativos e até de frustração entre as empresas de tecnologia.

Uso da tecnologia

Nos últimos anos, empresas como OpenAI, xAI e Google passaram a investir pesado na infraestrutura capaz de suportar os avanços da inteligência artificial. Mesmo com as ações dessas empresas subindo de forma considerável e até recebendo investimentos de outras gigantes da tecnologia, o uso da IA no dia a dia empresarial parece mostrar também um lado negativo.

Segundo informações da Reuters, analistas afirmam que a narrativa de que a IA “eleva todos os barcos”, em referência às empresas, dá lugar a um cenário em que apenas companhias com resultados concretos conseguem sustentar ganhos, enquanto outras passam a sofrer fortes quedas nas ações e influência dentro do mercado.

Nas últimas análises de resultados, investidores passaram a diferenciar empresas que efetivamente convertem investimentos em IA em receita e lucro daquelas que apenas prometeram avanços tecnológicos que não elevam a empresa em valor de mercado.

Apostas nos investimentos

Empresas como Amazon e Microsoft realizaram investimentos bilionários visando aumentar a infraestrutura de IA e a expansão dos famosos data centers. Apenas no Brasil, a empresa de Bill Gates pretende investir R$ 14,7 bilhões em estrutura de nuvem e IA até 2027, como noticiado por Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Com isso, as empresas pioneiras e as recém-chegadas no mercado de inteligência artificial disputam entre elas a hegemonia ou pelo menos a predominância das IAs dentro do funcionamento da empresa e nos aumentos dos lucros em ações de mercado.

Pressão sobre os lucros

Um dos pontos centrais levantados por analistas é o impacto do aumento de investimentos em IA das empresas. O desenvolvimento e a implementação dessas tecnologias exigem altos aportes em hardware, energia manutenção especializada.

Em 2025, a OpenAI, dona e criadora do ChatGPT, adquiriu a startup de dispositivos de IA de Jony Ive por cerca de US$ 6,4 bilhões. Em contrapartida, a Amazon também entrou no mercado com um investimento de US$ 8 bilhões na Anthropic, concorrente direta da OpenAI.

Apesar dos fortes investimentos, a pressão e a dúvida sobre os avanços da IA geraram quedas relativas. Em 2026, as ações da Microsoft caíram em 16% depois de questionamentos no setor de software. Já a empresa do bilionário Jeff Bezos contabilizou uma queda de mais de 11%.

Em entrevista exclusiva à CNBC, o CEO da Lyft, David Risher, segue otimista mesmo com as pressões envolvendo a inserção da IA dentro das empresas. “Vamos ser claros, estamos absolutamente em uma bolha financeira. Não há dúvida, certo? Porque esta é uma tecnologia incrível e transformadora. Ninguém quer ficar para trás.”

Apesar dos avanços da inteligência artificial e da atuação em praticamente todos os aplicativos e sites de empresas de tecnologia, a dúvida sobre como a utilização da IA reflete nas ações a longo prazo das companhias pode “frear” o entusiasmo de novos investidores. O futuro incerto do mercado deve forçar as empresas de tecnologia a realizar novos estudos sobre os grandes investimentos em inteligencia artifical.

Publicado originalmente em https://timesbrasil.com.br/investimentos/ia-deixa-de-impulsionar-acoes-e-comeca-a-derrubar-empresas/

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