Pular para o conteúdo principal

Melhores opções de investimento: por onde começar com segurança

Especialistas do Banco Inter dão dicas e opções de produtos para investidores iniciantes

Para quem ainda não começou, a questão central é entender como investir com segurança. Bernardo Pissolati, especialista de investimentos do Inter, explica que as opções mais adequadas são definidas “de forma bem personalizada, de acordo com o perfil de cada investidor”.

Isso significa que, além de descobrir seu perfil — conservador, moderado ou arrojado — quem deseja investir precisa aprender a avaliar os fatores envolvidos em cada produto. Mesmo duas pessoas com perfil moderado podem ter “investimentos ideais” diferentes, dependendo de objetivos, prazo, necessidade de liquidez e tolerância a oscilações.

Reserva de emergência: o passo inicial mais relevante para quem está começando

A primeira etapa para muitos iniciantes é formar uma reserva de emergência, um valor destinado a imprevistos, para evitar resgates precipitados de investimentos com prazo mais longo.

Para essa finalidade, os especialistas do Banco Inter apontam que os produtos de renda fixa costumam ser escolhidos por apresentarem menor volatilidade e, em alguns casos, liquidez mais adequada ao uso emergencial.

Entre os exemplos frequentemente usados nessa etapa está o Tesouro Selic, título do Tesouro Direto que acompanha a taxa básica de juros. O produto tem regras próprias de liquidez, marcação a mercado e tributação, e deve ser avaliado conforme o objetivo do investidor e o uso pretendido para o dinheiro.

O que avaliar ao escolher um investimento (mesmo em renda fixa)

Antes de selecionar um produto, o investidor iniciante deve observar fatores como:

  • Prazo de vencimento (por quanto tempo o dinheiro ficará investido);
  • Liquidez (se, quando e em quais condições é possível resgatar);
  • Taxas e custos (taxas do produto e da plataforma, quando aplicáveis);
  • Risco do emissor e condições do investimento (garantias, regras e eventuais limitações);
  • Rentabilidade e indexadores (pós-fixado, pré-fixado, inflação) e o efeito da inflação no retorno real.

Em termos práticos, investir com segurança é combinar produto + prazo + objetivo, e não apenas buscar a maior taxa.

Exemplos de opções citadas para iniciantes

Mais do que definir um “melhor investimento”, o Inter lista alternativas que costumam aparecer como ponto de partida e que podem ser combinadas conforme perfil e objetivos:

1) Tesouro Direto

O Tesouro Direto reúne títulos públicos com diferentes indexadores e prazos, como Tesouro Prefixado, Tesouro Selic, Tesouro IPCA, Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+. O Inter destaca que a categoria é popular entre iniciantes por oferecer variedade de objetivos (liquidez, proteção contra inflação e longo prazo, por exemplo) e por permitir aportes acessíveis, conforme as regras vigentes do programa.

2) “Meu Porquinho” (Inter)

Um exemplo de produto de entrada acessível é o Meu Porquinho, do Banco Inter, que é vinculado a um CDB — e oferece a possibilidade de começar com valores baixos, a partir de de R$ 1.

3) Previdência Privada

Para objetivos de longo prazo, como aposentadoria, o material aponta a previdência privada como alternativa a ser avaliada, inclusive por potenciais efeitos tributários conforme o regime escolhido (tema que depende do perfil e deve ser analisado caso a caso).

4) LCI/LCA

LCIs e LCAs são citadas como opções de renda fixa que podem atrair iniciantes pela isenção de Imposto de Renda para pessoa física (regra geral) e por serem instrumentos conhecidos no mercado para prazos definidos.

5) Fundos imobiliários

"Se eu fosse sugerir mais um tipo de investimento, recomendaria um fundo listado, como o FII (Fundo Imobiliário)", diz Daniela Barreto ao comentar sobre uma alternativa de rendimento variável de fácil gestão, risco moderado e alta liquidez.

A Gerente de Estratégia de Investimentos do Inter afirma, ainda, que a melhor forma de aprender a investir é através da prática. Por isso, recomenda que as pessoas se planejem para realizar investimentos variados, sempre respeitando seu perfil e preservando sua reserva de emergência.

Investir com pouco dinheiro e no curto prazo

É comum entre iniciantes começar com valores baixos e buscar alternativas de curto prazo. Nesses casos, os especialistas recomendam priorizar produtos com liquidez compatível e reforçar que o retorno tende a ser proporcional ao prazo e ao risco assumido.

A ideia é iniciar de forma gradual, evitando “pular etapas”, e evoluir a carteira com disciplina e diversificação, conforme os objetivos ficam mais claros e o investidor ganha experiência.

Nota do editor: este material tem caráter informativo e não constitui recomendação individual de investimento. Produtos financeiros envolvem riscos, custos, tributação e regras de liquidez que variam conforme o ativo e o perfil do investidor.

Publicado originalmente em https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/economia/negocios/guia-para-iniciantes-cinco-passos-para-comecar-a-investir/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Taxas da previdência privada podem consumir quase metade da aposentadoria

Mais de 40% da sua aposentadoria pode ficar com a gestora do seu fundo de previdência em vez de entrar no seu bolso. Essa pode ser diferença entre deixar num plano que cobra 1% ao ano e um de 4%. Uma disparidade de três pontos percentuais na taxa parece pouco. Não é. Ao longo de 30 anos, eles podem formar uma mordida de mais de 40% em cima do total – na comparação entre dois fundos que renderam o mesmo tanto. Ou seja, a cada R$ 1 mil brutos que você acumular, R$ 400 vão embora. Nas simulações que você vê na tabela aqui embaixo, usamos como premissa aportes mensais de R$ 1 mil em um VGBL, o tipo mais comum de previdência privada, mais uma rentabilidade média anual de 10,6% ao ano – que foi o retorno médio do  CDI  entre 2005 e 2025. É exponencial. Quanto mais longo o prazo, maior a perda com as taxas. Mas os valores para intervalos menores também são relevantes. Em 10 anos, os três pontos percentuais de diferença significam 13,5% a menos. Em 20 anos, o prazo mais comum para pla...

Previdência privada: Renda+ perde para o VGBL, mas tem uma arma escondida

Planos de previdência e título de aposentadoria do Tesouro são animais bem diferentes. Entenda os pontos fortes de cada um Existem duas formas simples de planejar a aposentadoria: contratar um plano de  previdência privada  ou usar um título público específico para isso, o  Tesouro Renda+ , uma opção recente, que surgiu em 2023. Apesar desse ponto em comum, eles são animais bem diferentes. Cada um serve para um perfil específico – e vamos comparar os dois aqui. Os planos de previdência privada, vale lembrar, têm aquelas duas modalidades: PGBL e  VGBL . Esta última é a mais popular, de longe. Para simplificar a comparação com o Renda+, então, focamos aqui no  VGBL . Mãos à obra. Vamos pegar como ponto de partida um aporte mensal de  R$ 1 mil . Ao longo de 24 anos, isso significa  288 depósitos , ou seja, R$ 288 mil no total. Por que 24 anos? Porque no Renda+ você é obrigado a escolher um ano específico para o fim do período de acumulação, sempre em...

Veja 5 tendências da previdência privada que devem ganhar força em 2026

Veja 5 tendências da previdência privada que devem ganhar força em 2026 O mercado de previdência privada aberta desacelerou em 2025, impactado principalmente pela cobrança de 5% de IOF em aportes acima de R$ 300 mil por seguradora nos planos do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) a partir da metade do ano. Segundo a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que representa as empresas que operam no ramo, como resultado, de janeiro a novembro de 2025 o setor arrecadou 142 bilhões – queda de 19,6% em relação a 2024, ou seja, R$ 36,5 bilhões a menos. Enquanto os aportes diminuíram, os resgates (dinheiro sacado pelos participantes) subiram 13,9%, para R$ 140 bilhões. Por outro lado, regras mais rígidas, expectativa de benefícios menores e um ambiente econômico que exige mais organização torna mais difícil para quem deseja uma aposentadoria confortável contar apenas com o INSS. Nesse cenário, a previdência privada ainda segue como uma das alternativas mais seg...