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Suno completa 9 anos e alerta investidores sobre risco silencioso na aposentadoria

Nesta terça-feira, dia 03/03, a Suno completou nove anos de atuação no mercado financeiro e marcou a data celebrando com uma live especial voltada para um dos temas mais importantes na vida de um investidor: aposentadoria e planejamento financeiro com propósito.

Ao longo da transmissão, os especialistas reforçaram que aportar todos os meses exige disciplina, mas disciplina sozinha não garante liberdade financeira. Segundo eles, muitos investidores acumulam patrimônio por décadas sem saber exatamente quando poderão parar de trabalhar.

O risco que poucos enxergam na aposentadoria

Durante a live, Marcos Correa destacou que o medo mais comum do investidor é a volatilidade. “As pessoas têm medo de abrir o aplicativo e ver o patrimônio cair 20% ou 30%. Mas o que costuma destruir aposentadorias não é a volatilidade, é a insuficiência”, afirmou.

A explicação é simples e didática. Oscilações fazem parte do mercado e tendem a ser cíclicas. Já a insuficiência ocorre quando o investidor chega ao momento de parar de trabalhar e descobre que a renda gerada pelo patrimônio não sustenta o padrão de vida desejado.

Tiago Reis reforçou que o erro começa na conta básica. “Os R$ 5 mil de hoje não compram a mesma coisa daqui a 10 ou 15 anos. O custo de vida não anda, ele corre”, disse. Segundo ele, projetar renda futura sem considerar inflação e crescimento real do patrimônio é uma das principais falhas no planejamento.

Na prática, uma carteira que apenas acompanha a inflação pode significar que o investidor está correndo na esteira: faz aportes, se esforça, mas não avança no tempo de liberdade.

Além disso, os especialistas destacaram que o fator tempo é decisivo no planejamento. Pequenas diferenças de rentabilidade anual, quando acumuladas por 20 ou 30 anos, geram impactos expressivos no patrimônio final. Um retorno real apenas dois pontos percentuais acima da inflação pode representar anos a menos de trabalho no futuro, enquanto uma carteira mediana pode empurrar a data de independência por uma década ou mais.

Método PTSV e a conta realista da liberdade

Para evitar esse cenário, João Barone apresentou o método PTSV, ferramenta criada para validar objetivos financeiros com quatro critérios: prazo, tamanho da renda desejada, sustentabilidade e viabilidade.

Barone explicou que um objetivo precisa ter número e data definidos. “Enquanto você não tiver clareza de quanto precisa acumular e em quanto tempo quer chegar lá, você não tem um plano. Você tem esperança”, afirmou.

Ele também alertou para metas matematicamente inviáveis. “Não adianta projetar R$ 1 milhão em dois anos aportando R$ 500 por mês. A conta não fecha”, disse.

O modelo também considera se a renda projetada será sustentável até os 90 anos e se os retornos utilizados na simulação são factíveis dentro de um cenário realista de mercado, evitando que o investidor alcance o objetivo apenas no papel.

Educação financeira como estratégia de longo prazo

Ao completar nove anos, a Suno reforçou que seu propósito sempre foi transformar esforço em estratégia e aporte em plano estruturado.

Segundo os especialistas, investir em renda fixa, ações ou fundos imobiliários é apenas o meio. O diferencial está em ter um projeto claro, com retorno real acima da inflação, metas ajustadas ao tempo e acompanhamento constante da evolução patrimonial.

A principal mensagem da live foi didática: saber quanto acumular, em quanto tempo e qual renda será necessária no futuro é o que transforma disciplina em planejamento concreto de aposentadoria.


Publicado originalmente em https://www.suno.com.br/noticias/aposentadoria-suno-9-anos-planejamento-renda-mt/

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