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Renda fixa pagando quase 20% ao ano casa com títulos mais arriscados em 2026

Enquanto taxas no Tesouro Direto voltaram a subir com a guerra no Irã, crédito privado também se ajusta.

Empresas mais endividadas e com títulos indexados ao CDI+ chamam a atenção (Imagem: Divulgação/Simpar)
Empresas mais endividadas e com títulos indexados ao CDI+ chamam a atenção (Imagem: Divulgação/Simpar)
Todo cuidado é pouco na hora de emprestar o seu dinheiro diretamente para empresas, pois a renda fixa não é tão fixa assim e pode custar muito caro sair da segurança do Tesouro Direto ou dos títulos bancários cobertos do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Mas, se o investidor fez a sua lição de casa, pesquisando a fundo a saúde financeira da companhia que está emitindo títulos de renda fixa (consultando preferivelmente a opinião de analistas e relatórios especializados), quanto será que dá para ganhar em 2026, ainda tendo os pés no chão.
A ferramenta do Investidor10, que acompanha milhares de investimentos em renda fixa disponíveis nas prateleiras das corretoras de valores, já dá uma ideia de quanto se é possível colher em juros compostos de empresas mais endividadas. Tais negócios precisam pagar bem acima do Tesouro Direto para atrair recursos.
Esse é o caso das debêntures emitidas pela Simpar (SIMH3), holding diversificada que está remunerando CDI+ 5,25% ao ano até fevereiro de 2033. Ou seja, uma rentabilidade líquida equivalente a 18,78% ao ano. 
Para quem não sabe, a Simpar S.A. controla diversas subsidiárias que operam em setores como logística, mobilidade, concessões, serviços financeiros e ambiental. Entre seus principais negócios estão: 
  • Automob (AMOB3): operadora no setor de concessionárias de veículos.
  • JSL (JSLG3): especializada em serviços logísticos integrados.
  • Movida (MOVI3): atuante no segmento de locação de veículos e gestão de frotas.
  • Vamos (VAMO3): focada em locação e venda de caminhões, máquinas e equipamentos. 

Por que debêntures rendem mais?

Atualmente, a SIMH3 ostenta uma dívida líquida de R$ 44,85 bilhões, uma das maiores entre empresas listadas na bolsa de valores brasileira, fora que seus negócios são altamente expostos à volatilidade causada pela guerra no Irã, especialmente à disparada nas cotações do petróleo.
É por isso que os títulos de renda fixa emitidos pela Simpar pagam quase 20% ao ano com vencimento em 2033, enquanto o título público mais semelhante, o Tesouro Selic, oferece rentabilidade próxima de 14,75% ao ano.
A ferramenta do Investidor10 simula que uma aplicação inicial de R$ 10 mil em debêntures emitidas pela Simpar, pagando CDI+ 5,25% ao ano, retornará R$ 33.946,10 nos próximos 83 meses, já descontado o imposto de renda.
Por sua vez, um CDB (Certificado de Depósito Bancário) a oferecer 100% do CDI entregaria R$ 24.058,75 nas mesmas condições. Os cálculos consideraram a base do CDI nos últimos 12 meses.

Publicado originalmente em https://investidor10.com.br/noticias/renda-fixa-pagando-quase-20-ao-ano-casa-com-titulos-mais-arriscados-em-2026-119519/

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